Um novo estudo buscou investigar os motivos da diferença entre pessoas capazes de dormir em locais com muito ruído e outras que têm sono leve e despertam por qualquer barulho.
A pesquisa, publicada nesta semana, na revista Current Biology, descobriu um padrão distinto nos ritmos cerebrais espontâneos daqueles que dormem de forma pesada.
“Ao medir as ondas cerebrais durante o sono, pudemos aprender muito sobre a capacidade do cérebro de um indivíduo em bloquear os efeitos negativos dos sons. Observamos que, quanto mais fusos do sono o cérebro produz, mais chances a pessoa tem de continuar dormindo, mesmo em ambientes barulhentos”, disse Jeffrey Ellenbogen, da Escola Médica Harvard, nos Estados Unidos.
Durante o sono, as ondas cerebrais se tornam mais lentas e organizadas. Fusos do sono se referem aos breves picos de ondas de frequência mais elevada. Esses saltos de atividade são gerados pelo tálamo, região cerebral envolvida na integração das informações sensoriais (com exceção do olfato).
“O tálamo provavelmente evita que informações sensoriais cheguem a áreas do cérebro que percebem e reagem aos sons. Os resultados do nosso estudo fornecem uma evidência de que os fusos do sono são marcadores para esse bloqueio. Mais fusos significam mais sono estável, mesmo quando há ruídos”, afirmou Ellenbogen.
O cientista e colegas se surpreenderam com a magnitude do efeito dos fusos do sono. Eles analisaram em laboratório, durante três noites, os padrões cerebrais de voluntários - na primeira noite, com silêncio e, nas outras duas, submetidos a diversos tipos de sons, como telefones tocando, pessoas conversando e ruídos mecânicos.
Inaugurado centro de atendimento 24h para tratamento de usuários de crack em Salvador
O primeiro centro de atendimento 24 horas destinado a crianças e adolescentes dependentes de álcool e drogas de Salvador (BA) começou a funcionar ontem. A Secretaria Municipal de Saúde inaugurou o Centro de Atenção Psicossocial Gey Espinheira (CAPS ad III), em Campinas de Pirajá, no subúrbio da capital baiana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) da Presidência da República. A criação da unidade estava prevista no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado pelo governo federal em maio deste ano.
Diversos serviços de atendimento especializado para usuários de drogas e familiares funcionam integrados no local. O ambulatório acolhe os pacientes e encaminha ao tratamento adequado conforme cada caso. A enfermaria do CAPS possui 16 leitos de internação de curta duração para a desintoxicação de crianças e adolescentes.
O coordenador de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, afirma que a medida adotada em Salvador será estendido a outros municípios do país. “Estamos consolidando o nosso modelo de atenção ao usuário de álcool, crack e outras drogas. Oferecemos tanto o atendimento ambulatorial quanto a possibilidade de internar, caso seja necessário”, explica.
A equipe de profissionais que atuam no CAPS é composta por psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros. Além de orientação psicológica e atendimento médico, os pacientes passam, por exemplo por sessões de shiatsu – método terapêutico que envolve pressão com os dedos.
Remédio mais potente contra hepatite C deve chegar ao Brasil e EUA em 2011
O laboratório MSD vai submeter o antiviral boceprevir, novo medicamento indicado para o tratamento da hepatite C, à aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início de 2011. A informação foi confirmada pela matriz brasileira do laboratório.
Estudos realizados com pacientes nos Estados Unidos, Canadá e Europa mostraram que o medicamento, acrescido ao tratamento padrão da hepatite C, com peginterferon alfa 2-b e ribavirina, quase dobrou as chances de cura, por zerar a carga viral da doença.
Os resultados de dois estudos coordenados pelo professor Paul Kwo, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), mostraram que os pacientes que tomaram o coquetel com os três medicamentos por 48 semanas tiveram 66% de resposta imunológica sustentada detectada (ausência do vírus no organismo 24 semanas após o fim do tratamento, considerada como a cura para a hepatite C), ante os 38% dos que receberam os remédios padrão e um placebo (dose de “mentira”).
Antibióticos seriam maiores vilões da automedicação
De acordo com a coordenadora de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde, Maria José da Silva, os antibióticos são os maiores vilões da automedicação. Para ela, eles são medicamentos muito sérios que precisam de uma análise criteriosa de um médico para a prescrição. Tomados aleatoriamente para o tratamento de infecções respiratórias e gripes, os antibióticos podem desenvolver resistência do organismo. Se isso acontecer, eles não surtem efeito quando forem realmente necessários ao paciente. Em reportagem ao Jornal A tribuna, a especialista explicou que alguns xaropes, por exemplo, podem mascarar a doença que está por trás da tosse, que pode ser infecção, alergia e refluxo, entre outras causas. Se ingeridos sem controle, a causa do problema não é descoberta nem tratada.
Torrent lança medicamento que busca impedir progressão da doença de Alzheimer
A Torrent do Brasil, indústria farmacêutica há oito anos no país, está lançando o Epéz, um medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer, que ajuda a impedir a progressão da doença e procura estabilizar os sintomas. Ao melhorar a qualidade de vida do doente, o medicamento reduz a sobrecarga de seus cuidadores, já que o tratamento do paciente com Alzheimer é difícil: geralmente ele apresenta sintomas como diminuição de memória, de aprendizado e às vezes se torna agressivo.
Segundo a Torrent, Epéz - cuja substância ativa é o cloridrato de donepezila - aumenta os estímulos da atividade colinérgica no Sistema Nervoso Central pela inibição da enzima acetilcolinesterase. Primeiro similar da categoria no Brasil, o trunfo do medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer, um tratamento considerado caríssimo, é o preço, que pode ser até 62% mais barato do que o genérico e até 75% mais baixo do que a marca referência. O Epéz tem duas apresentações: de 5 e 10 mg, com 30 comprimidos revestidos, em cada caixa.
Novas quebras de patentes de remédios elevam investimentos de fabricantes em mídia
A quebra de patentes de medicamentos nos últimos meses, encabeçada pela marca Viagra, da Pfizer, levou as fabricantes de genéricos à mídia para ressaltar suas atuações nesse segmento. Mesmo com os limites impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a comunicação de produtos dessa área, as empresas têm apostado alto em ações de marketing para levar vantagens nas vendas de produtos que são em média 35% mais baratos que os originais.
A Hypermarcas, detentora do laboratório NeoQuímica, aposta no marketing esportivo para atrair consumidores. A companhia passou de um investimento que era praticamente zero em 2009 para um montante de R$ 35 milhões em patrocínios com os times do Corinthians, Botafogo, Ceará e Criciúma. "É uma iniciativa que gera uma exposição muito grande na mídia espontânea. Estamos muito satisfeitos com os resultados", afirma Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas.
A EMS, maior fabricante nacional de medicamentos com faturamento de R$ 2,45 bilhões em 2009 havia obtido licença junto à Anvisa para produzir o genérico do Viagra. Nesta semana, ela aumentou a lista de novos remédios, ao conseguir permissão judicial para produzir um genérico do Lipitor (atorvastatina), cuja patente também pertence à Pfizer. Neste ano, as ações da empresa para a linha de consumo receberam pelo menos R$ 35 milhões em investimentos.
Até o ano passado, EMS, Medley e Eurofarma não figuravam entre os maiores anunciantes do setor farmacêutico, pelo ranking do Grupo Meio & Mensagem, Ibope e PricewaterhouseCoopers. O setor como um todo movimentou, em 2009, R$ 606,9 milhões. Para este ano, há chances de eles subirem no ranking.
Mercado de medicamentos genéricos cresce 34% no semestre
Trata-se da maior alta desde 2003; setor espera investimentos de R$ 300 milhões para atender a demanda
O mercado de medicamentos genéricos encerrou o primeiro semestre do ano com crescimento acima do previsto. A expansão do setor no País foi de 34,1%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). A estimativa era de alta de 25% para o período. Trata-se do maior crescimento para o semestre desde 2003. Ao todo, foram comercializadas 200,4 milhões de unidades, contra 149,4 milhões em igual período do ano passado. O setor movimentou R$ 2,8 bilhões no período, contra R$ 2 bilhões nos seis primeiros meses de 2009. A Pró Genérico acredita que o mercado seguirá em expansão nos próximos meses, encerrando o ano com crescimento próximo da casa dos 35%. Segundo Odnir Finotti, presidente da associação, os investimentos das empresas do setor deverão chegar a R$ 300 milhões nos próximos dois anos para atender a demanda. “As empresas estão trabalhando próximas do limite de capacidade. Hoje, estão utilizando a capacidade de utilização no maior índice possível”, diz. “Já existem investimentos previstos por conta desta expansão positiva que temos visto.” Finotti afirma, no entanto, que, mesmo operando no limite, as empresas do setor têm condições de atender à demanda por genéricos nos próximos meses, sem que haja falta de medicamentos para os consumidores. No primeiro semestre do ano, os genéricos responderam por 20,5% do mercado nacional, um crescimento de 2,5 pontos percentuais frente aos seis primeiros meses do ano anterior.
BTG compra farmácias no Nordeste e associa-se à rede no Centro-Oeste
Um novo modelo de negócios começa a ser aplicado pelo braço de varejo farmacêutico do BTG Pactual. A Brazil Pharma, que reúne ativos do banco nesse segmento, acaba de se tornar sócia da rede Rosário Distrital, dona de 80 lojas no Distrito Federal e na região do entorno de Brasília.
Diferentemente dos negócios fechados até agora (aquisição de 100% da Farmais e de 16 pontos da Farmácia dos Pobres em Pernambuco), a Brazil Pharma será minoritária, com uma fatia de 40% da operação no Centro-Oeste.
Segundo o presidente da Brazil Pharma, André Sá, o modelo de sociedade deve ser buscado pela empresa nas próximas operações. "Não é possível contratar bons executivos nessa área, mas sim se tornar sócio deles", diz Sá. "Queremos redes com sócios conhecedores do mix da região e dos melhores pontos, para continuarem no negócio", afirma.
Esse modelo foi tentado com a Poupafarma, de Santos (SP). Enquanto negociava com o BTG em 2009, a rede santista adquiriu 16 pontos da Farmácia dos Pobres em Recife. O plano era vender toda a rede, que incluía as suas 50 lojas no Estado de São Paulo. "Iríamos ficar com 43% da Poupafarma, enquanto o BTG seria majoritário, com os demais 57%", diz Walter Geraigire, diretor da Poupafarma. "Mas aí o BTG adquiriu outros 16 pontos da Farmácia dos Pobres e nossa participação no negócio cairia para 20%", afirma Geraigire, que continuaria tocando toda a operação.
Além disso, segundo o empresário, o montante oferecido pelo banco pela rede no Sudeste não foi interessante. "Há cerca de um mês, vendemos apenas os nossos pontos da Farmácia dos Pobres", diz.
Já para a Rosário Distrital, a oferta feita pela Brazil Pharma foi ideal. "A rede já estava sendo assediada há um ano, mas não queríamos deixar o negócio", diz o sócio, Álvaro Silveira Júnior, 41 anos. A rede Rosário, fundada pela família Silveira em 1975, tinha 42 lojas quando se uniu, em 2009, à rede Distrital, da família Faria, dona de 11 pontos. Juntas, elas adquiriram a Drogaria Santa Marta, com 19 lojas. Até o fim do ano serão 87 lojas, inclusive em Goiás, e vendas de R$ 360 milhões. O capital do novo sócio será usado para abrir 30 pontos e chegar a R$ 600 milhões em faturamento até o fim de 2012. Com as novas operações, a Brazil Pharma quer encerrar 2010 com 510 lojas e R$ 1,3 bilhão em vendas.
Maxxi Econômica lança seu cartão de credito e fidelidade.
A rede de Farmácias Maxxi Econômica lançou em março de 2010 seu cartão de crédito e fidelidade para seus clientes. O produto segundo Diones Marin é diferente de todos os cartões que as outras farmácias oferecem aos seus clientes. “Nosso cartão facilita a vida de nossos clientes pois eles podem comprar em toda a rede credenciada Good Card e ainda parcelar em até 10x”. A vantagem de ter nosso cartão é que nossos clientes terão descontos exclusivos em vários produtos que se chamará de Clube de Vantagen Maxxi Econômica, além de acumular pontos que retornam pro cliente em forma de desconto. Cada R$1.00 é igual a 1 ponto. A Maxxi Econômica quer também ter um contato mais direto com seus clientes fieis, personalizar o atendimento e manter uma comunicação mensal com eles.
Martin Henkel (diretor de marketing), Haroldo stumpf (presidente do banco Topazio), Diones Marin, Alexandre Tavares (consultor), Alejandro Villar (superintendente Topazio).